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12/01/24 às 14h38 - Atualizado em 12/01/24 às 14h40

GDF investe R$ 8 milhões para contratar 150 agentes no combate à dengue

Governadora em exercício Celina Leão determinou fiscalização rigorosa em todas as regiões do Distrito Federal e multa a quem descartar lixo de forma irregular

Ian Ferraz, da Agência Brasília | Edição: Igor Silveira

O combate à dengue vai ganhar o reforço de 150 agentes de vigilância ambiental (AVAs) para atuar nas ruas. Para tanto, o GDF vai investir R$ 8 milhões na contratação desses profissionais.

O anúncio foi feito pela governadora em exercício Celina Leão durante reunião com secretários de governo, presidentes de empresas e administradores regionais nesta sexta-feira (12). Nela foram alinhadas estratégias de prevenção e enfrentamento ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue.

O alerta veio com a divulgação do primeiro boletim epidemiológico de 2024, que apontou um aumento de 207% nos casos de dengue. Foram notificados 2.054 casos prováveis da doença entre 31 de dezembro de 2023 e 6 de janeiro de 2024 contra 669 casos de 31 de dezembro de 2022 e 6 de janeiro de 2023.

O anúncio foi feito pela governadora em exercício Celina Leão durante reunião com secretários de governo, presidentes de empresas e administradores regionais nesta sexta-feira (12) | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Ceilândia, Varjão e Brazlândia lideram as cidades com mais casos, mas há registro em todas as áreas do DF, o que reforça a necessidade de todos os moradores cuidarem de suas residências.

Multa por descarte irregular

Durante a reunião, a governadora em exercício determinou que o DF Legal multe os lotes por descarte irregular e também que o GDF limpe as áreas de sua responsabilidade. Outra solução encaminhada é o plantio de mudas em áreas utilizadas como lixão, um trabalho já feito pelo SLU e que deve ser reforçado pela Novacap, com 100 mil mudas à disposição para este ano.

“A dengue não adianta só o governo fazer, precisamos de todos, mas as nossas ações também são necessárias. Esse enfrentamento não é um simples memorando, nós temos que ir nas áreas mais atingidas e fazer a prevenção no que cabe ao Estado”, determinou a governadora em exercício Celina Leão.

A chuva também foi uma das pautas, principalmente pela grande precipitação registrada no início do ano. “Tivemos uma semana desafiadora, choveu em um dia o que era para chover no mês inteiro. Tivemos vários desafios e com postura, com um grupo de lealdade, enfrentamos os problemas”, acrescentou.

Celina Leão lembrou também da ação de combate à dengue no próximo sábado, em Ceilândia, no P Sul, a partir das 10h, onde foi registrado um aumento de casos de dengue neste início do ano.

A secretária de Saúde do DF, Lucilene Florêncio, também participou da reunião e lembrou da necessidade de um trabalho conjunto e que não há fronteira para o mosquito. “O mapa da dengue praticamente está ocupando todo o Brasil. A Argentina declarou estado de emergência por conta da dengue. O mosquito não respeita fronteiras e temos o agravante do Entorno. Somos do mesmo lado e a Saúde precisa que as regiões administrativas tirem carcaças das ruas, tirem resíduos sólidos, atuem nas ruas”, pediu.

Faça sua parte em casa

Dados da Secretaria de Saúde apontam que 94% das larvas são encontradas nas residências. Ou seja, o combate à dengue deve ser reforçado dentro das residências. A pasta sugere que cada família dedique cerca de dez minutos, semanalmente, para identificar todos os recipientes que possam acumular água e servir à proliferação do Aedes aegypti, seja baldes, potes, pingadeiras, garrafas, tonéis, vasos, calhas, entre outros.

Nas ruas, diariamente, cerca de 700 profissionais dos 15 núcleos de Vigilância Ambiental vistoriam imóveis em busca do Aedes aegypti. Eles atuam na inspeção, verificação e eliminação de possíveis criadouros. Também são verificados terrenos abandonados, borracharias, floriculturas e outros considerados de risco para a proliferação.

Sintomas

Além de aprender como eliminar o mosquito, é necessário estar atento aos sintomas. Os principais são: febre alta (acima de 38º C); dor no corpo e articulações; dor atrás dos olhos; mal-estar; falta de apetite; dor de cabeça e manchas vermelhas pelo corpo.

A orientação é procurar uma das 178 unidades básicas de saúde (UBSs), onde as equipes estão preparadas para fazer o acolhimento dos usuários e oferecer a hidratação calculada conforme o peso. As UBSs são os locais indicados para esse atendimento.

É indicado o repouso absoluto, pois não há um remédio específico para a doença. Na maioria dos casos leves, a dengue tem cura espontânea após dez dias.