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19/01/24 às 10h52 - Atualizado em 19/01/24 às 10h52

Obras ampliam capacidade da rede de esgoto do Riacho Fundo

Investimento de R$ 324 mil vai viabilizar a instalação de 480 metros de tubulações de PVC com 200 mm de diâmetro e evitar extravasamento de resíduos

Victor Fuzeira, da Agência Brasília | Editor: Saulo Moreno

Moradores do Riacho Fundo serão beneficiados com uma nova rede de esgoto na altura das quadras CLS 4, QS 4 e QS 14. As obras do Governo do Distrito Federal (GDF) visam a ampliação das tubulações atuais das redes coletoras para evitar o extravasamento e facilitar o trabalho preventivo das equipes de manutenção.

 

Os serviços têm o objetivo de ampliar as atuais tubulações das redes coletoras para evitar o extravasamento e facilitar o trabalho preventivo das equipes de manutenção | Fotos: Geovana Albuquerque/Agência Brasília

Com investimento de R$ 324 mil, os serviços são executados por equipes da Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb). Atualmente, os trabalhos estão concentrados no trecho que compreende a Avenida Ipê, na altura da QS 14, em frente ao mercado Tirense.

Nesta quarta-feira (17), as equipes atuaram na escavação da área que, em breve, receberá a nova tubulação de esgoto. Ao todo, a Caesb prevê implementar 480 metros de tubulações de policloreto de vinila (PVC), que é um tipo de plástico durável e resistente à corrosão, com 200 mm de diâmetro. Também serão instalados novos Poços de Visita (PVs) para facilitar a manutenção do sistema.

O presidente da Caesb, Luís Antônio Almeida Reis, explica que a intervenção busca adequar a rede às necessidades da região. “O Riacho Fundo I teve um adensamento natural da própria dinâmica urbana e isso vai alterando a característica do esgoto coletado, gerando um problema de extravasamento recorrente que estamos resolvendo com esse reforço na tubulação”, detalha.

Há 35 anos trabalhando no mesmo ponto, o chaveiro Josival Nunes lembra dos episódios de extravasamento de esgoto e projeta dias mais tranquilos após a conclusão dos trabalhos

Segundo Reis, o descarte inadequado de dejetos e ligações clandestinas também contribuem para os extravasamentos. “Muitas pessoas depositam, no esgoto, coisas que não deveriam. Isso contribui para criar obstruções e a rede, uma vez obstruída, extravasa. A população também, desavisadamente ou propositalmente, liga tubulações de escoamento de águas pluviais na rede de esgoto, sobrecarregando a rede, especialmente neste período chuvoso”, prossegue o presidente.

Comerciantes e moradores beneficiados

A companhia calcula que a modernização da rede irá beneficiar diretamente os moradores da CLS 4, conjuntos 4A, 4B, 4C, 4D; QS 4, conjuntos 2, 4, 6, 8 e 10, e QS 14, conjuntos 2A, 4A, 6A, 8A e 10A.

O chaveiro Josival Nunes, de 64 anos, está há 35 anos no mesmo ponto, próximo ao local onde são realizados os serviços. Ele lembra dos episódios de extravasamento de esgoto e projeta dias mais tranquilos após a conclusão dos trabalhos: “O transtorno era grande, entrava esgoto dentro da minha loja, jorrava no meio da rua. Agora, com essa obra, vai melhorar muito porque eles vão dobrar o diâmetro das tubulações.”

O alívio de Josival encontra respaldo em outros comerciantes. Antonio Rizério, 70, é dono de uma loja de ferragens em frente às margens da avenida e elogia a qualidade do serviço executado pela Caesb. “A estrutura está sendo muito bem feita. A gente espera que, com essa melhoria, acabe essa história de esgoto transbordando, que trazia um mal-estar para o nosso comércio”, defende.