Governo do Distrito Federal
Maria da Penha ONLINE Governo do Distrito Federal
11/10/23 às 11h39 - Atualizado em 11/10/23 às 11h39

Pdad Ampliada é apresentada aos administradores regionais

Objetivo é que os gestores ajudem a divulgar o estudo e incentivem a população a receberem os pesquisadores do Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF)

Josiane Borges, da Agência Brasília | Edição: Vinicius Nader

O Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) apresentou, nesta terça-feira (10) o novo formato da Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios Ampliada (Pdad-A) para os administradores regionais do DF. O objetivo do encontro foi disseminar informações e transformar os titulares das regiões em incentivadores do levantamento nas cidades.

“Este trabalho permitirá aos administradores terem um retrato da cidade e, assim, melhorar ainda mais os serviços prestados à população. Dada a amplitude dessa pesquisa, que envolve 25 mil domicílios, requer a colaboração de vários órgãos do governo em um esforço conjunto para alcançar os resultados esperados. Os próprios agentes do governo também se beneficiarão com a pesquisa”, destaca o presidente do IPEDF, Manoel Clementino Barros.

Dea Fioravante: “Saber as necessidades de cada região nos permitirá fazer um mapeamento completo do DF” | Fotos: Paulo H. Carvalho/ Agência Brasília

As informações que serão coletadas são fundamentais para que o GDF possa identificar as necessidades da população e direcionar políticas públicas para atendê-las. Isso ajuda a melhorar a qualidade de vida dos moradores, o acesso a serviços essenciais e o desenvolvimento sustentável da região.

“Saber as necessidades de cada região nos permitirá fazer um mapeamento completo do DF, por exemplo, se aquela cidade precisa de mais uma UPA, ou de mais escolas, o perfil social da população, a população flutuante, o comércio, o PIB das RAs. Sem a PDAD, não conseguimos projetar esse retrato detalhado de cada região”, completa Dea Fioravante, diretora de Estatística e Pesquisa Socioeconômica do IPEDF.

Dilson Resende: “Com a Pdad, poderemos confirmar as informações do Censo e trabalharemos na divulgação e conscientização das pessoas para que tenhamos um levantamento mais próximo da realidade”

Dilson Resende, administrador regional de Ceilândia, a cidade mais populosa do DF, destaca a importância do estudo para a gestão pública nas RAs. “Ela nos fornecerá informações específicas sobre a nossa cidade, tanto sociais quanto econômicas, informações que precisamos para subsidiar o nosso dia a dia e gestão, como os dados da população mais jovem ou mais velha, pois temos observado um aumento na demanda por acessibilidade. Com a Pdad, poderemos confirmar as informações do Censo e trabalharemos na divulgação e conscientização das pessoas para que tenhamos um levantamento mais próximo da realidade”, diz.

O IPEDF também tem se reunido com outras entidades de pesquisa, como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que elaborou recentemente o Censo no DF, e órgãos do GDF.

PDAD Ampliada

A Pdad é a pesquisa regional domiciliar mais importante do DF, executada a cada dois anos, conforme o Decreto nº 39.403 de 26 de outubro de 2018. Neste ano, o IPEDF inova com a Pdad Ampliada, que combina as Pesquisas Distritais por Amostra de Domicílios Urbanos e Rurais (Pdad e Pdad Rural) com a Pesquisa Metropolitana por Amostra de Domicílios (Pmad), resultando em um conjunto de dados mais abrangente.

A partir de novembro, os agentes de coleta visitarão residências no DF e no Entorno para coletar informações sobre a população e a infraestrutura das 35 regiões administrativas da capital e dos 12 municípios goianos que fazem parte da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal (Ride). Serão necessários de quatro a seis meses de trabalho de campo para mapear o perfil socioeconômico que será publicado na Pdad-A. A meta é visitar 25 mil domicílios, gerando informações para representar um universo de 75 mil residências.

“Se as pessoas não respondem ou respondem com inverdades a gente tem um retrato errado da sociedade e as necessidades da população não serão sanados, pois não estamos captando essas informações em uma base de dados. Uma gestão pública eficiente passa por uma análise de dados e coletando os dados corretos para entendermos a necessidade”, conta Fioravante.